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Fins dos tempos…

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Vivemos em uma época onde o ser humano pode se casar com quem quiser e que cada uma viva o quanto quiser e com quem quiser, sendo padre, bispo ou não.
Querem que os héteros, os bi, os tri e os “qualquer coisa sexuais” tenham o mesmo direito de se relacionar ou até casar conforme sua própria vontade e direito perante a igualdade que a constituição lhe permite.
Que as mulheres assim como os homens possam tomar a decisão que lhes bem cabe sobre seu próprio corpo, que também essas mulheres tenham o mesmo direito garantido pela mesma constituição acima que os homens. Querem que os homens abram mão de um pensamento machista e que adotem um estilo de vida mais sociável e que possam assumir sem retaliações seus sentimentos de fragilidade. Assumem que a sexualidade é um atributo e não uma doença e que este pode se apresentar mais claramente até a uma criança de 5 ou 6 anos… e a única parte em que eu concordo do texto que um menor de 18 não possa responder pelo seus crimes (Ao menos não da forma que o ECA prevê);
Não há vagas para os doentes nos hospitais nem para um nem para outro e isso é um fato, não ha vagas nem para problemas bariátricos nem para retiradas de tumores, simplesmente não há vagas.
Há acompanhamento psicológico para homossexuais que sofrem pela pressão de nossa sociedade machista que quer cuidar do cu dos outros invés de cuidar do seu próprio cu, na verdade há um apoio precário para sanar um mal criado pela própria sociedade; Não existe apoio do SUS para quem quer deixar de sair da homossexualidade e se enquadrar no “padrão” hetero de sociedade porque até mesmo o conselho nacional de psicologia assim como a organização mundial de saúde classificou como não sendo um problema nem mental nem de saúde a situação sexual do individuo;
É crime se a favor da família (hetero-sexual) e achar que qualquer outra constituição de família é uma abominação, é crime mijar sobre crucifixos e imagens de santos mas nessa mesma cabeça não é crime falar que qualquer religião que não a sua é do mal, quebrar oferendas (Objetos de culto) de religiões de matriz africana ou de qualquer outra que não seja a cristã. Aliás a demonização de qualquer outra religião que não a cristã é denominado liberdade de culto.

Realmente estamos nos fins dos tempos…
E são meus votos que essa “era cristã” realmente acabe, que cada um possa ser autêntico, e fazer com seu corpo, seus relacionamentos, sua fé e até mesmo com seu próprio cu o que bem entender.

Chuck Berry (★1926– †2017)

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O compositor, guitarrista e cantor norte-americano Chuck Berry, um dos pais do rock and roll, faleceu neste sábado aos 90 anos no condado de Saint Charles, em Missouri (EUA).
Charles Edward Anderson Berry nasceu em 1926, em San Luis (EUA). Sua mãe era professora e seu pai, empreiteiro e pastor evangélico. Desde pequeno, gostou de blues e, no começo da década de 50, arrancou em sua carreira profissional. Da fonte de sua guitarra pioneira beberam os maiores nomes do rock. Grupos como The Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin ou AC/DC admitiram abertamente que Berry, um dos pais do rock and roll, foi uma de suas referências.
O artista foi um dos fundadores do rock graças ao tema Maybellene, lançado em 1955. Na verdade, em sua biografia do Salão da Fama do Rock, pode-se ler: “Depois de Elvis Presley, só Chuck Berry teve mais influência na hora de dar forma e desenvolver o rock and roll”.
Coincidindo com seus 90 anos, o cantor anunciou em outubro do ano passado seu primeiro disco com material inédito desde 1979. O disco de estúdio, chamado Chuck, está composto por novas canções originais escritas, gravadas e produzidas pelo músico. “Este disco é dedicado à minha amada Toddy”, explicava o cantor referindo-se à esposa, Themetta Berry, com quem estava casado há 68 anos. “Meu amor, estou envelhecendo. Trabalhei muito tempo neste disco. Agora posso pendurar a chuteira”, acrescentou.


Ano novo.

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Acreditar que uma data em específico é o marco para uma mudança de vida, para se “reencontrar” as pessoas que estão todos os dias ali do seu lado (TODOS OS DIAS), para planejar um ano repleto de conquistas e felicidades e na primeira segunda-feira reclamar por ser um dia fatídico o “pior dos dias da semana”, pra mim não é só ridículo como absurdo, imoral uma gigantesca tolice.

Por quê eu não comemoro o ano novo? Porque pra mim é só uma data, assim como 3 de fevereiro, 7 de outubro, ou qualquer umas das outras 364 datas do ano. Quer mudar? mude hoje, mude quando sentir a vontade para mudar, não jogue todas suas esperanças em um último dia do ano, é muita falsidade conviver com uma pessoa 364 dias sem muitas das vezes lhe olhar na cara e dar bom dia pra chegar nesse ultimo dia e dizer que lhe ama e quer um ótimo ano novo. Quer me desejar um ótimo ano… troque por um bom dia, uma boa semana todas semanas do ano, ou melhor quando realmente estiver afim… Não me venha com a inverdade de um dia.

E há ainda aqueles que se vestem de branco, ou de rosa ou amarelo para chamar a paz, o amor dinheiro ou sei lá… Praticam tal rito na esperança de uma mágica milagrosa e não fazem PORRA NENHUMA nada para que isso aconteça nos outros 364 dias… É muita psicose junta, achar que uma cor vai mudar toda sua sorte… Voltando pra casa vi centenas de pessoas que passaram um 2016 de merda e que acreditam fielmente que 2017 será melhor porque estão de branco na passagem de ano.
Pois bem eu estou aqui para quem quiser 364 dias do ano para ser convidado, para convidar, para ser amado e amar, quer compartilhar algo, quer comemorar a vida… estou aqui nos 364 dias do ano… Mas não venha lembrar de mim somente no último porque esse dia vou preferir a solidão dos meus pensamentos à multidão da falsidade e da esperança sem atitude, prefiro a solidão da minha paz que os muitos sorrisos de uma noite só, prefiro a luz solitária do meu farol em uma estrada qualquer do que a multidão dos abraços que podiam ter sido dados durante um ano inteiro;

Leonard Cohen (★1934 – †2016)

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Vamos deixar de mimimi. Não venha com “2016, que ano horrível”. Leonard Cohen já havia avisado que estava pronto para morrer. Dias depois voltou atrás, falando que iria viver até os 120 anos, provavelmente depois de ter tomado um puxão de orelha de alguém mais próximo. “Não, não fala uma coisa dessas”, alguém deve ter dito. Mas ele sabia. Estava com 82 anos, ergueu uma trajetória ímpar, cronista da constante consciência da maturidade. Provavelmente olhou para o curto futuro e falou ”é isso”. Cumpriu seu papel. Encerrou seu ciclo. Hora de acabar. Tudo bem.

Não o envergonhem com emoticons chorosos, lamúrias autoindulgentes, um luto egocêntrico que parece mais festejar a importância do sofredor do que a obra do morto. A morte é o único destino definido, o outro momento (após o nascer) que nos define como seres humanos. É uma determinação biológica, não escolhe vencedores. Todo fã – ou mero ouvinte – de Leonard Cohen devia saber disso. O fim é inevitável, o que importa acontece antes.

Leonard Cohen (★1934 – †2016)

“Enquanto escrevo isto penso na sua combinação única de desaprovação em relação a si mesmo e dignidade, a sua elegância acessível, o seu carisma sem descaramento, o seu cavalheirismo de outro tempo e a laboriosa torre do seu trabalho. Há tanto por que gostava de lhe agradecer apenas uma última vez. Agradecer-lhe-ia pelo conforto que sempre prestou, pela sabedoria que concedeu, pelas maratonas de conversas, pela sua inteligência brilhante e humor. Agradecer-lhe-ia por me dar e ensinar a amar Montreal e a Grécia. E agradecer-lhe-ia pela música, primeiro pela sua música, que me seduziu quando era rapaz, depois por me ter encorajado a fazer a minha própria música, e por fim pelo privilégio de poder fazer música com ele. Obrigado pelas vossas amáveis mensagens, pelas vossas condolências sem fim, e pelo vosso amor pelo meu pai.”

Hurt

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I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that’s real

The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become
My sweetest friend?
Everyone I know goes away
In the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
Upon my liar’s chair
Full of broken thoughts
I cannot repair

Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become
My sweetest friend?
Everyone I know goes away
In the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

Johnny Cash

Amizades de tão longe…

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As vezes penso nela…
Horas conversando a finco no telefone… A amizade é o reflexo da admiração… A vida é assim separa as coisas para que fique o essencial, as distâncias resolvem muitas coisas, algumas delas outrora “irresolvíveis” – Será que está palavra existe??? – Hoje foi a vez de ouvir suas experiências e falar “eu te amo” em voz alta mesmo não amando, não do jeito que um homem ama uma mulher, mas do jeito que se ama, sem cobranças e sem o peso de um relacionamento sério. As circunstâncias de perigo fizeram que eu à cobra-se uma resposta, em um hostel do outro lado do mundo sentia o medo em sua voz por compartilhar um quarto misto… Ela vive os meus sonhos de sair pelo mundo… Um dia quem sabe eu ei de encontrá-la por lá ou por aqui… Darte-ei um abraço… trocaremos fotos e experiências mais uma vez… Desligamos o telefone após 2 horas de conversa e cá estou com meus diários novamente;

Não me leve para o altar, me leve para viajar (EoH)

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Espero, de coração, que você não me julgue por isso que vou falar – nunca fui o tipo de gente que sonha com um casamento na igreja, doze pares de padrinhos, uma festa animada e depois uma lua de mel de sete dias com os boletos parcelados para outros sete meses. Não quero criticar quem tem essa vontade, longe de mim, só não sonhei com isso para a minha história.

Desde bem pequeno, tenho um desejo latente: quero conhecer o mundo. Mas não é só uma mera vontade, não é o tipo da coisa que dá e passa. Eu realmente sinto que preciso visitar as pirâmides do Egito, correr no Central Park, provar um sushi feito no Japão, ver as flores do Canadá, ser livre em Amsterdã ou tirar uma foto clichê em Paris.

Quero também ter alguém que me acompanhe em todas essas aventuras. Que faça comigo a pose de segurar a Torre de Pisa, que faça uma careta bem feia ao lado da Monalisa ou prove churrasquinho de escorpião na China. Quero alguém para colecionar pôr e nascer do sol nos desertos, nas matas ou num safári na África. Minha condição não é não ser par. Eu só acho que temos coisas mais importantes do que casar.

Porque, veja bem, meu amigo, também acredito nessa instituição toda que é o matrimônio, na importância do evento em si, da data que serve para as comemorações, mas também penso que podemos viver uma vida muito mais feliz celebrando a nossa união em cada cartão postal que enviarmos de um novo destino aos nossos amigos que, ao invés de estarem em vestidos rodados, terno e gravata, estarão em casa, dentro de uma vida normal, redondinha e super programada, esperando a encomenda dos correios chegar.

Nunca busquei um amor para me levar ao altar. Eu sempre sonhei com alguém que me levasse para viajar. Para descobrir novas cores do mar, para provar diferentes sabores, tipos de pimenta e pizzas. Tem coisa mais romântica do que uma garrafa de vinho barata e sair pelos mais deliciosos restaurantes provando todas as pizzas que o estômago aguentar?

O amor, no fim das contas, não é o sentimento – é o que você faz com ele. Eu, do alto do meu desejo de sair para passear, procuro alguém para trocar passaportes ao invés de alianças. Essas últimas, os dias, os voos atrasados, os colchões de hotel, barracas e albergues vão proporcionar.

(Matheus Rocha)
http://www.entendaoshomens.com.br/nao-me-leve-para-o-altar-me-leve-para-viajar/

Aceitação e entrega

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Sempre que puder, olhe para dentro de si mesmo e procure ver se você está inconscientemente criando um conflito entre as circunstâncias externas de um determinado momento – onde você está, com quem está ou o que está fazendo – e os seus pensamentos e sentimentos.

Você consegue sentir como é doloroso ficar se opondo internamente ao que e? Quando reconhece esse conflito, você percebe que agora está livre para abrir mão dessa guerra interna inútil. Quantas vezes durante o dia, se você fosse verbalizar sua realidade interior, teria de dizer “Não quero estar onde estou”? Como é sentir que não quer estar onde está – num engarrafamento, no seu local de trabalho, na sala de espera do aeroporto, ao lado de determinadas pessoas? E verdade que é ótimo conseguir sair de certos lugares – e às vezes é a melhor coisa que você pode fazer. Mas, em muitos casos, você não tem possibilidade de sair. Em todos esses casos, o “Não quero estar onde estou” não só é inútil como prejudicial.

Deixa você e os outros infelizes. Já foi dito: aonde quer que vá, você se leva. Em outras palavras: você está aqui. Sempre. Será que é tão difícil aceitar isso? Você precisa criar um rótulo para tudo o que sente, para tudo o que percebe e para toda experiência? Precisa ter uma relação de gosto/ não gosto com a vida, mantendo um conflito quase ininterrupto com situações e pessoas? Ou será que é apenas um hábito que pode ser rompido? Não é preciso fazer nada, basta deixar que cada momento seja como é. O “não” reativo e habitual fortalece

o ego, o “eu” autocentrado. O “sim” o enfraquece. Seu ego não é capaz de sobreviver à entrega. “Tenho tanta coisa para fazer.” Muito bem, mas existe qualidade no que você faz? Falar com clientes, trabalhar no computador, realizar as inúmeras tarefas do seu cotidiano – você faz tudo isso com a plenitude do seu ser? Quanta entrega ou recusa existe no que você faz? É essa entrega que determina o seu sucesso na vida, não a quantidade de esforço empreendido. O esforço implica estresse, cansaço e necessidade de alcançar um determinado resultado no futuro. Você consegue perceber qualquer indício interior que revele que você não quer fazer o que está fazendo? Se isso acontece, você está negando a vida, e é impossível chegar a um bom resultado. Se você percebe esse indício, é capaz também de abandonar essa vontade de não fazer e se entregar ao que faz?

“Fazer uma coisa de cada vez”, como um mestre definiu a essência da filosofia zen, significa dedicar-se plenamente ao que está fazendo. E um ato de entrega – uma ação poderosa. Quando você aceita o que é, atinge um nível mais profundo. Nesse nível, tanto seu estado interior quanto sua noção de “eu” não dependem mais dos julgamentos feitos pela mente do que é “bom” ou ruim . Quando você diz “sim” para as situações da vida e aceita o momento presente como ele é, sente uma profunda paz interior. Superficialmente, você pode continuar feliz quando há sol e menos feliz quando chove; pode ficar contente por ganhar um milhão e triste por perder tudo o que tem.

Mas a felicidade e a infelicidade não passarão dessa superfície. São como marolas à tona do seu ser. A paz que existe dentro de você permanece a mesma, não importa qual seja a situação externa. O “sim” para o que é mostra que você tem uma dimensão de profundidade que não depende das condições externas nem das internas, com seus pensamentos e emoções sempre flutuantes.

A aceitação e a entrega se tornam muito mais fáceis quando você percebe que todas as experiências são fugazes e se dá conta de que o mundo não pode lhe oferecer nada que tenha um valor permanente. Ao aceitar e entregar-se, você continua a conhecer pessoas e a se envolver em experiências e atividades, mas sem os desejos e medos do “eu” autocentrado. Ou seja, você deixa de exigir que uma situação, uma pessoa, um lugar ou um fato o satisfaçam ou o façam feliz. A natureza passageira e imperfeita de tudo pode ser como é.

E o milagre é que, quando você deixa de fazer exigências impossíveis, todas as situações, pessoas, lugares e fatos ficam satisfatórios e muito mais harmoniosos, serenos e pacíficos. Quando você aceita totalmente o momento presente, quando deixa de discutir com o que é, a compulsão de pensar diminui e é substituída por uma calma atenta. Você fica plenamente consciente, mas sua mente não dá qualquer rótulo para esse momento. Quando você deixa de resistir internamente, abre-se para a consciência livre de condicionamentos, que é infinitamente maior do que a mente humana.

Essa vasta inteligência pode então se expressar através de você e ajudá-lo tanto por dentro quanto por fora. É por isso que, ao parar de resistir internamente, você costuma achar que as coisas melhoraram. Você acha que estou lhe dizendo “Aproveite o momento. Seja feliz”? Não. Estou dizendo para você aceitar esse momento tal como ele é. Isso já basta. A entrega consiste em entregar-se a esse momento, e não a uma história através da qual você interpreta esse momento e depois tenta se conformar com ela. Por exemplo: você pode sofrer um acidente e ficar paralítico. A situação real é esta. Será que sua mente vai inventar uma história que diz: “Minha vida ficou assim, acabei numa cadeira de rodas. A vida foi dura e injusta comigo. Eu não mereço”?

Ou será que você é capaz de aceitar esse momento tal como é e não confundi-lo com uma história que sua mente inventou a partir da situação real? A aceitação e a entrega existem quando você não se pergunta mais: “Por que isso foi acontecer comigo?” Mesmo nas situações aparentemente mais inaceitáveis e dolorosas existe um profundo bem. Dentro de cada desgraça, de cada crise, está a semente da graça. A História mostra homens e mulheres que, ao enfrentarem uma grande perda, doença, prisão ou a ameaça de morte iminente, aceitaram o que era aparentemente inaceitável e, assim, encontraram “a paz que vai além de toda a compreensão”. Aceitar o inaceitável é a maior fonte de graças que existe. Há situações em que nenhuma resposta ou explicação satisfaz. Nesses momentos a Vida parece perder o sentido. Ou alguém em desespero pede sua ajuda e você não sabe o que dizer ou o que fazer.

Quando você aceita plenamente que não sabe, desiste de lutar para encontrar a resposta usando o pensamento de sua mente limitada. Ao desistir, você permite que uma inteligência maior atue através de você. Até o pensamento pode se beneficiar com isso, pois a inteligência maior flui para dentro dele e o inspira. Às vezes, entregar-se significa desistir de querer entender e sentir–se bem com o que você não sabe.

Você conhece pessoas cuja maior função na vida parece ser cultivar a própria infelicidade, fazer os outros infelizes e espalhar infelicidade? Perdoe essas pessoas, pois elas também fazem parte do despertar da humanidade. O papel delas é intensificar o pesadelo da consciência autocentrada, da recusa à aceitação e à entrega. Não há uma escolha deliberada na atitude delas. Essa atitude não é o que elas são. Pode-se dizer que a entrega é a transição interior da resistência para a aceitação, do “não” para o “sim”. Quando você se entrega, a noção que tem de si mesmo muda. O “eu” deixa de se identificar com uma reação ou um julgamento mental e passa a ser um espaço em torno da reação ou do julgamento.

O “eu” não se identifica mais com a forma – o pensamento ou a emoção – e você se reconhece como algo sem forma: o espaço da consciência. Qualquer coisa que você aceite plenamente vai levá-lo à paz, o que inclui a aceitação daquilo que você não consegue aceitar, daquilo a que você está resistindo.

Deixe que a Vida seja.

Do livro “O Poder do Silêncio” – (Eckhart Tolle)

Capitão Senra (★1933 – †2016)

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O mineiro José Senra recebeu o apelido por ter sido capitão da Polícia do Exército. Ele chegou a escoltar autoridades como o presidente Juscelino Kubitschek e a rainha Elizabeth II. Segundo ele contou à Encontro, em matéria publicada em janeiro de 2015, sua paixão pela Harley-Davidson começou quando tinha 14 anos. “Sempre cuidava delas [motos] junto com meu pai, sonhando sobre o dia em que poderia desfilar pelas ruas com elas. Aprendi a pilotar no quintal de casa, e por volta dos 18 anos, meu pai me deixou sair com a motocicleta”, lembra Capitão Senra, que vivia em Belo Horizonte há 37 anos.

Além de ser um colecionador das motos da marca americana, ele foi fundador do clube Águias de Aço, que reúne apaixonados pela Harley-Davidson. Capitão Senra logo virou uma celebridade no Brasil, especialmente entre os amantes de motocicletas, e acabou imortalizado pela cervejaria mineira Backer, que o “transformou” em cerveja. A bebida do estilo amber lager foi bem recebida por Senra, que, na época, disse ter ficado emocionado com a homenagem.

O grande momento na vida do Capitão Senra se deu em 2013, época em que a Harley-Davidson celebrava seus 110 anos. Ele foi escolhido como cliente símbolo da marca no Brasil e recebeu uma homenagem de Bill Davidson, filho do lendário Willie G. e bisneto de William A. Davidson, um dos fundadores da montadora americana.

Sem nunca revelar a quantidade de motos que possuía em sua coleção, ele contou apenas que distribuiu muitas delas ao longo da vida, para seus filhos. “Harley Davidson é uma paixão, é um vírus”, afirma o lendário Capitão Senra à Encontro.

Dia dos namorados…

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Entre as datas comemorativas, o dia dos namorados é uma das mais cretinas. Claro que datas comemorativas são todas meio cretinas (tirando aniversário, porque pelo menos uma vez no ano eu amo ser paparicado), mas o dia dos namorados quase beira ao fracasso. Poderiam ter inventado um dia que se comemora o amor universal, um amor de todas as formas possíveis, entre vários tipos de pessoas.

Mas pra mim, o dia dos namorados é completamente cretino porque grande parte das pessoas que não está namorando, está se sentindo completamente na merda nesse momento. E a outra grande parte está expondo um sentimento que não vive… E a grande questão é: Por quê? Claro, é super legal estar apaixonado. Juro, eu amo me apaixonar! Mas por que a gente não assume e tenta perceber que não estar apaixonado também é igualmente legal? E a resposta obviamente não é “ah, melhor ficar solteiro. Posso fazer o que eu quiser”- Você pode muito bem estar namorando e ser completamente livre pra fazer o que quiser, completamente livre para viajar e fazer seus planos individuais… contanto que você namore uma pessoa que lide bem com isso (sim, existem várias que aceitariam suas propostas). “ah, namorar é muito complicado” – então arrume um namoro que não seja. Você acha complicado a sua relação com seu melhor amigo? Provavelmente não…

E o dia dos namorados em nossa sociedade idiota é mais cretina ainda por alimentar essa cultura onde apenas o outro te completa, o outro é sua vida, o outro, sempre o outro. E a gente fica nesse ciclo vicioso de querer estar namorando, mas quando namora, sofre e acha complicado demais. Como se ficar sozinho fosse um fardo que foi dado a você. Já fiquei sozinho um tempo da minha vida, levei pé na bunda e dei pé na bunda, mas e aí? E o que quer dizer um relacionamento dar certo? Casar? Pra mim, não importa se você não namorou, não noivou, não casou. O que importa é o que foi vivido. Se foi um mês incrível, que vai deixar muita saudade, então quer dizer que deu certo. As relações duram o tempo que elas têm que durar e a gente não precisa ficar insistindo em algo que acabou só porque tem medo de ficar sozinho ou porque tem medo de não encontrar outra pessoa. Sei lá, foge, vai fazer uma viagem, vai pra lugares que você nunca foi, vai pro mato, viva como eremita se preciso for! Não precisa sair procurando, mas precisa estar aberto. Aberto pra conhecer pessoas de todos os tipos, para dançar músicas que você só dançaria bêbado. É preciso estar aberto pra você e curtir sua própria companhia. Curtir todo o resto da vida que não é necessariamente namorar. Pode ser difícil perceber, mas o mundo está cheio de possibilidades e de coisas para serem feitas. É só ir atrás daquilo que você gosta de fazer!

A vida continua e vai ser incrível você namorando ou não. “A solidão é pretensão de quem fica escondido fazendo fita”. É legal escrever cartas de amor, dar uma de maluco, se desapaixonar e se apaixonar de novo. Não é todo mundo que casa, não é todo mundo que vai envelhecer junto, mas todo mundo alguma hora na vida vai se apaixonar e será correspondido. Quando isso acontecer, é bom que você esteja preparado, porque é uma felicidade das mais bonitas que eu já vivi. Bem diferente da felicidade de ser solteiro, mas as duas são igualmente valiosas. E sinceramente, acho que a gente só consegue ter um relacionamento pleno, depois de entender que não há problema nenhum em ficar sozinho. Ter um namorado pode até ser, em vários momentos, melhor do que estar solteiro. Mas pra que isso aconteça, é preciso ter a noção completa de que vocês são livres e que estão juntos porque querem, porque um adora o jeito do outro, ama as piadas sem graças do outro, não entende nada do outro, mas ama mesmo assim. Se for pra namorar, que seja de verdade, de coração, sem joguinhos, sem medo. E se for pra ser solteiro, também.

Feliz dia do amor em todas as formas, em várias formas e talvez até de forma alguma!